Quer saber um segredo sobre produtividade? Ela não tem nada a ver com acordar às 5h da manhã nem com tomar café sem açúcar (eca!). Criar hábitos produtivos é sobre entender o seu próprio ritmo e transformar o tempo que sobra — aquele intervalo entre uma coisa e outra — em algo que te aproxima da vida que você quer viver. E sim, dá pra lucrar com isso. Em todos os sentidos.
Durante muito tempo eu achava que ser produtiva era acordar cedo, tipo “pessoa iluminada das 6 da manhã”. Fiz isso por duas semanas. No terceiro dia, dormi em cima do teclado (sem brincadeira). E aí percebi: produtividade não é sobre ter mais horas. É sobre o que você faz com as horas que já tem.
O tempo em si não se administra, ele simplesmente... passa. O que a gente faz é gerenciar as nossas ações dentro do tempo. E quando você entende isso, muda tudo. Porque o foco sai do relógio e vai pra você.
Sabe aquela “olhadinha rápida” no celular? Pois é. Eu já perdi mais tempo nela do que estudando pra prova do vestibular. (E olha que naquela época eu jurava que tava focada!) Esses mini momentos são o que eu chamo de drenos — pequenas distrações que sugam o seu tempo e te deixam com a sensação de que o dia evaporou.
Quer um exemplo simples? Uma pausa pro café que dura quarenta minutos, ou aquela olhada no Instagram que te faz cair num buraco de vídeos de receita (por que será que só me aparece bolo de cenoura?). Se você começar a anotar esses drenos, vai se assustar com o quanto eles consomem do seu tempo produtivo.
Quando alguém fala “planejamento”, a maioria já torce o nariz. “Ai, que preguiça, dá muito trabalho.” Eu também pensava isso. Até perceber que gastar um tempinho planejando me economizava horas depois. É tipo amolar o machado antes de cortar a árvore. (Aliás, adoro essa imagem.)
Eu comecei com um caderno velho — nada de planner chique, viu? (Dica pão dura: pega o caderno de anotações da faculdade que sobrou metade das folhas.) Anoto o que quero fazer e o tempo que acho que vou gastar. Às vezes erro feio. Mas vou ajustando. A ideia não é virar um robô, é aprender a prever o que cabe no seu dia.
Eu não gosto de receitas prontas, mas tem uma sequência que realmente fez diferença pra mim:
- 1. Definir objetivos reais: nada de “quero mudar de vida”. Escolhe algo específico, tipo “quero aprender a editar vídeos até abril”.
- 2. Escrever as ações: o que você precisa fazer pra chegar lá? Fazer um curso? Separar uma hora por dia?
- 3. Priorizar: nem tudo cabe na agenda. Escolha o que vai te mover primeiro.
- 4. Organizar a rotina: as tarefas pequenas (tipo responder e-mails ou arrumar a casa) precisam caber, mas não podem comandar seu dia.
O segredo é lembrar que 20% das suas ações geram 80% dos resultados. Então foca nesses 20%. O resto, delega ou simplifica.
Outro dia, percebi que eu gastava um tempão reclamando das coisas que não dava tempo de fazer. Tipo: eu tava brava porque não dava tempo... mas gastando tempo reclamando (ironia em estado puro). Isso é o que eu chamo de tempo emocional — aquele que você gasta ruminando ao invés de resolver.
Desde que comecei a perceber isso, passei a me perguntar: “o que eu posso fazer agora que realmente muda meu dia?”. Às vezes, é levantar e lavar a louça. Às vezes, é desligar tudo e dormir. Mas sempre é sobre agir.
Se tem uma coisa que rouba produtividade, é bagunça. E olha que eu nem tô falando de estética, mas de tempo. Já perdi horas procurando um papel que, no fim, tava dentro de um livro (não me pergunte por quê). Quando o ambiente tá organizado, o cérebro relaxa. E quando o cérebro relaxa, ele cria. Simples assim.
Então, antes de querer mudar o mundo, arruma a mesa. (Prometo que é mais revolucionário do que parece.)
Agora vem a parte boa. Quando você começa a eliminar drenos e organizar seu tempo, sobra espaço. E esse espaço é ouro. Literalmente.
Foi assim que eu comecei a transformar meu tempo livre em aprendizado — e depois, em dinheiro. Um exemplo: usei o tempo que eu gastava rolando o feed pra aprender design. Hoje, esse “tempinho livre” virou uma renda extra.
O tempo livre não é “folga”, é uma oportunidade de investir em algo seu. Pode ser um curso, um projeto, um hobby que vira trabalho. O lucro vem quando você entende que o tempo é seu maior ativo — e começa a tratá-lo como tal.
Eu sei, a vida acontece. O gato derruba café no teclado, o chefe muda o prazo, a internet cai no meio da reunião (já aconteceu comigo, e eu tava de pijama ainda). Mas sabe o que muda tudo? Ter flexibilidade. Um bom planejamento não é prisão. É bússola. Se o vento muda, você ajusta a vela.
Eu sempre volto nisso: consistência. Não porque é bonito de falar, mas porque foi o que me salvou. Eu comecei cheia de planos, errei, parei, voltei. Mas cada vez que voltei, voltei mais leve, mais esperta. O caminho nunca é fácil — e às vezes parece que você anda em círculos. Mas se você insistir um pouquinho, vai ver o quanto dá pra encurtar esse caminho.
Porque se o tempo vai passar de qualquer forma, que ele passe te levando pra frente. E quando você perceber, vai estar colhendo o que começou agora. Vai lá. O seu tempo vale muito mais do que você imagina — e o melhor jeito de provar isso é usando ele a seu favor, hoje.

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